ESPECIAL MARÇO – 11º bate-papo LIA PAULA PORCHER DA SILVA

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LIA PAULA PORCHER DA SILVA, 53 anos, é gaúcha de Porto Alegre, formada em Ciências e Pedagogia e tem pós-graduação em Educação. Aposentada pelo INSS, continua em sala de aula na rede pública municipal em Joinville. Aproximou-se do SINPRONORTE por convite do Prof. Lourivaldo, em 2012. Na atual gestão, é suplente do Conselho Fiscal.

Nossa conversa girou em torno dos desafios da educação na atualidade e, sobre o tema, ela mostrou com veemência, a sua posição: “Tem havido avanços nos recursos didáticos e tecnológicos. Mas a desvalorização dos professores e as cobranças sobre eles são cada vez maiores, como se todos os problemas sociais devessem ser resolvidos nos espaços escolares. Outra questão que precisa ser considerada é a da formação dos profissionais da educação. Há muitos interesses econômicos envolvidos. Não quero ser só pessimista, pois espero que, num breve futuro, haja mais valorização dos professores. Todos sabemos que, sem uma educação primorosa, nenhum país consegue chegar muito longe.”

 

Ao ser perguntada sobre como vê a mulher de hoje, foi rápida e enfática: “Ser mulher é ser forte, ter coragem, ser trabalhadora, batalhadora, merecedora de todo o respeito da sociedade. Infelizmente nem sempre é assim. A mulher sofre muito preconceito, por parte da sociedade ainda machista. Os índices de feminicídio só aumentam”, lembra ela. E continua: “Ser mulher é desdobrar-se em mil, superar-se e reinventar-se. Não temer desafios e encantar-se com as belezas e sutilezas da vida. Conquistar seu espaço e lutar continuamente por igualdade.”

A professora Lia, destacou na sua entrevista, que todas as mulheres a inspiram: “todas as mulheres guerreiras, independentes da cor, da raça e da condição social e econômica me inspiram. Porque toda mulher tem uma força que, às vezes, nem ela própria conhece! Quando precisa usá-la, até ela se surpreende…” Ela tem uma amiga especial, cuja força pra criar suas filhas, sozinha, é exemplo pra ela. “Seus conselhos são importantes pra minha vida. Tenho muita sorte eu ter encontrado ela e quero que ela faça parte da minha vida até o fim. Ela foi a irmã que eu escolhi.”

 

Ao terminar a entrevista, deixou uma mensagem aos associados. “Reflitam sobre a importância do papel do sindicato. Ele está preocupado com os nossos direitos como trabalhadores da educação. Se queremos melhorias, precisamos estar conscientes dessa luta. Como diz o ditado popular: a união faz a força. Assim também é com o sindicato.”

 

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