SENAC propõe retirada de benefícios para trabalhadores

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O primeiro encontro para negociação de acordo coletivo com SENAC mostrou que a escola não está disposta a ampliar os atuais benefícios. Pelo contrário, propõe inclusive a redução em algumas cláusulas. Para o reajuste salarial, a escola propõe a reposição integral da inflação (INPC) no período, 9,49%. A negociação aconteceu na última quinta-feira (4 de agosto).

No momento que os trabalhadores mais precisam, a escola se nega a minimamente manter aquilo que já era praticado. A inflação segue alta, itens da cesta básica não param de aumentar de preço, governo cortando investimento em serviços públicos e a resposta da instituição é cortar benefícios dos trabalhadores.

A direção do sindicato fará uma nova rodada de assembleias nas unidades para debater com os trabalhadores as cláusulas negociadas.

Jaraguá do Sul – 10 de agosto, às 16h30
Joinville – 11 de agosto, às 16h30
São Bento do Sul – 12 de agosto, às 16h

Veja abaixo as cláusulas do acordo coletivo debatidas na negociação:

Reajuste Salarial – A categoria reivindicou em assembleia reajuste de 12,5%. O SENAC concorda com reajuste de 9,49%, equivalente à inflação do período.

Reajuste dos pisos – A categoria reivindicou em assembleia reajuste de 12,5% para todas as faixas salariais. O SENAC concorda com reajuste de 9,49%, equivalente à inflação do período.

Ajuda médica/hospitalar – O SENAC quer baixar para 18 anos a idade máxima de cobertura de dependentes. Atualmente, o acordo prevê até 21 anos, ou até 24 anos se estiver cursando nível superior. A escola também sinaliza que trocará de plano de saúde em breve.

Sobre a diferenciação de faixa salarial para diferentes coberturas do plano, a escola propõe manter na condição atual.

Ajuda farmacêutica – O SENAC quer baixar para 18 anos a idade máxima de cobertura de dependentes. Atualmente, o acordo prevê até 21 anos, ou até 24 anos se estiver cursando nível superior. Na alteração, seria retirado o dependente que aparece exclusivamente da declaração de imposto de renda.

Sobre o valor máximo de cobertura, a escola ignora a inflação do período e propõe manter os mesmos R$ 422,00.

Vale alimentação – O SENAC rejeitou essa reivindicação.

Hora-atividade – A reivindicação era de ampliação do percentual de 5% para 15%, mas foi rejeitada pela escola.

Auxílio Funeral – Valores reajustados apenas pela inflação.

Estabilidade pré-aposentadoria – Esta é a única cláusula que o SENAC sugere ganho de benefícios. Atualmente, é necessário ter três anos de serviço para poder ter direito à estabilidade pré-aposentadoria. A proposta é baixar para dois anos.

Multa – O valor atual é de R$ 430,00 para o descumprimento de qualquer cláusula do acordo coletivo. O SENAC propõe reajuste inferior à inflação, chegando a R$ 450,00.

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