Editorial – Nossos direitos estão ameaçados

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ponte para o futuro

A Luta de Classes segue mais dura do que nunca e só vai ficar mais acirrada diante do contexto político-econômico que estamos vivendo. Os acontecimentos políticos recentes terão consequência diretas na realidade de trabalho da nossa categoria. Os desdobramentos políticos do impeachment vão chegar até nossas escolas com uma única finalidade: jogar a crise no colo de nós Trabalhadores. O cenário que se desenha é sombrio para os direitos dos Trabalhadores.

Por que uma mudança de presidente vai afetar minha vida?

Antes mesmo de assumir a presidência provisória, Michel Temer já anunciava algumas das medidas que planeja executar para “tirar o país da crise”. São dezenas delas, mas duas são extremamente críticas.

1) Prevalência do “Negociado sobre o Legislado”. Nas situações mais graves, significa acabar com todos os direitos garantido na CLT. Permaneceriam apenas os direitos garantidos na Constituição Federal. Com essa medida, significa que o direito a 30 dias de férias no ano está ameaçado. Este é apenas um exemplo de retirada de direitos.

2) Reforma da Previdência Social. Desde o governo FHC, com a criação do Fator Previdenciário, o Trabalhador só sabe que vai ter que trabalhar, mas sem saber o dia que vai se aposentar. A reforma a ser proposta, com certeza, virá para dificultar ainda mais a nossa aposentadoria. Já circulou pela imprensa a possibilidade de acabar com as aposentadorias especiais (como a dos professores) e igualar a idade de aposentadoria para homens e mulheres.

O que fazer para isso não acontecer?

Lutar.
A história mostra que sem mobilização das massas os governantes fazem o que querem. O governo federal, ministros, senadores, deputados e até o judiciário estão à serviço do capital. Somos nós, Trabalhadores, que devemos dizer como essa história será contada. Se não tomarmos as ruas, estaremos fadados a ir à lona com esses ataques.

Entre as opções que temos, podemos deixar que tirem nossos direitos, ou podemos ir à luta. O Sinpronorte é uma das ferramentas e ponto de apoio dos Trabalhadores em Educação para combater na Luta de Classes.

Uma aparente paz pode até pairar nas primeiras semanas de governo, mas será somente um período para que a Classe Trabalhadora observe quais serão as medidas do novo governo. No momento em que se confirmarem os ataques, as coisas vão esquentar no país. E sabemos que uma oposição responsável no congresso não será suficiente para barrar os ataques.

*Editorial do Informativo do Sinpronorte – Edição impressa de Junho.

  1. Bruno Rafael Cardoso

    Que doutrinaçãozinha estatista/comunista ridícula hein?
    Vou me abster de debater prolongadamente, porém vale ressaltar:

    1) É claro que o negociado é melhor que o legislado. Eu quero ter o direito de negociar o meu contrato com o empregador da forma como eu quiser, sem o governo impondo práticas que engessam as liberdades dos dois lados. Dificultando o objetivo final do trabalhador e do empregador: O LUCRO!

    2) Com as aposentadorias especiais, onde fica o ponto “todos são iguais perante a lei”? Um trabalhador da construção civil por exemplo precisa trabalhar mais “pelo país”? O simples fato de ter uma previdência estatal já nos limita a perda de ganhos e direito de escolha.

    Artigos como esse evidenciam o quão distante este sindicato está de seus colaboradores. E é uma pena que por lei tenhamos que pagar para quem não nos representam.

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