Os trabalhadores dizem: Não vamos pagar pela crise!

postado em: Notícias | 0

Não vamos pagar pela crise. Essa é a resposta dos trabalhadores para os temas que estão pautados nesse início de ano. O ajuste fiscal já está há um ano sendo debatido e agora o Governo Federal prepara uma reforma na previdência. Em pesquisa encomendada pela CUT, os trabalhadores se mostraram contrários aos ataques a direitos trabalhistas patrocinados pela crise. A pesquisa foi realizada no mês de dezembro em 153 cidades (todos os estados e Distrito Federal) e entrevistou 2.000 pessoas.

No início de 2016, a Presidente Dilma Rousseff afirmou que o país vai precisar “encarar” uma reforma previdenciária. Segundo ela, não é possível que a idade média de aposentadoria no país seja de 55 anos. Do outro lado está a população dizendo o contrário. Segundo a pesquisa, 88% da população é contra medidas que dificultem a aposentadoria.

Sobre o ajuste fiscal, os trabalhadores já sabem quem será mais afetado. A maioria dos entrevistados (47%) afirma que o ajuste fiscal atinge principalmente os trabalhadores.

A pesquisa também traz dados sobre as opiniões referentes a cortes nos programa sociais, diminuição da taxa de juros, reforma agrária e outras perguntas.

Resumo dos números

A pesquisa Vox Populi entrevistou, entre os dias 11 e 14 de dezembro, 2.000 pessoas com mais de 16 anos, nas áreas urbanas e rurais de 125 municípios de todos os Estados e do Distrito Federal.

Previdência social
• 88% dos pesquisados responderam que o governo não deve dificultar regras para aposentadorias.
• 9% concordam com a medida que está sendo analisada pela equipe econômica (ampliação do tempo de contribuição e imposição de idade mínima) e 4% não souberam ou não responderam (3% homens e 4% mulheres).

Cortes nos programas sociais
• 75% responderam que o governo não deve cortar recursos.
• 21% disseram que o governo deve fazer cortes.

Crédito
• 65% consideram que uma melhora na oferta de crédito para favorecer o mercado consumidor ajudaria o país.
• 14% acham que não.
• 12% acham que nem ajuda, nem prejudica e 10% não sabem/não responderam.

Programas de incentivo para manter empregos
• 80% responderam que a medida ajudaria o país
• 7% que prejudicaria, 8% que nem ajudaria, nem prejudicaria e 5% não souberam/não responderam.

Apoio a pequenas e médias empresas
• Para 86% dos entrevistados, ajudaria o país

Impostos sobre salários X impostos sobre lucros
• 82% responderam que diminuir impostos sobre salários ajudaria o país
• Para 7% prejudicaria. Outros 7% acham que nem ajuda, nem prejudica e 5% não responderam.
• Para 49% aumento de impostos sobre os lucros ajudaria o país; para 31%, prejudicaria.

Ajuste fiscal
• Para 42%, o ajuste atinge igualmente todos os segmentos da sociedade e 47% acreditam que atinge mais os trabalhadores.

Moradia
• Para 83% do universo pesquisado, fazer uma ampla reforma urbana, destinando áreas de prédios mal aproveitados para moradia popular ajudaria o Brasil
• 5% discordaram, 8% acham que nem ajuda, nem prejudica e 4% não sabem.
• 82% consideram que ampliar os investimentos no Minha Casa Minha Vida ajudaria o país.
• 7% disseram que prejudicaria, 8% que nem prejudicaria, nem ajudaria e 3% (NS/NR).

Reforma agrária
• Diante da questão “fazer uma ampla reforma agrária, com distribuição de terras para agricultores de baixa renda, ajudaria o país ou prejudicaria o país”, 76% responderam que ajudaria e 9% discordaram; para 11% não ajudaria, nem prejudicaria.

Impostos sobre heranças e grandes fortunas
• 48% aprovam
• 25% desaprovam, 18% são indiferentes e 9% não souberam responder.

Educação
• Para a pergunta “aumentar o financiamento da educação, aumentando os recursos do Prouni e do Fies, ajudaria o país?”, 85% responderam que sim, 4% discordaram, para 6% nem ajudaria, nem atrapalharia e 5% não souberam.

Taxa de juros
• 83% dos trabalhadores acreditam que a redução da taxa de juros (a Selic, fixada pelo Banco Central) ajudaria o país
• 6% pensam o contrário, para 7% não prejudicaria, nem ajudaria e 4% não souberam.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × três =