Zelotes: a operação que investiga esquema 3x maior que a Lava Jato

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Rombo apurado por investigação da Polícia Federal pode ser até três vezes maior que o da Lava Jato. A Zelotes investiga os crimes de advocacia administrativa fazendária, tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Br Foods, Santander, Ford, Bradesco, Petrobras e Grupo RBS (afiliado da Rede Globo) são alguns dos investigados.

As empresas são investigadas por suspeita de negociar ou pagar propina para apagar débitos com a Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

A fórmula para fazer o débito desaparecer era o pagamento de suborno a integrantes do órgão, espécie de tribunal da Receita, para que produzissem pareceres favoráveis aos contribuintes nos julgamentos de recursos dos débitos fiscais ou tomasse providências como pedir vistas de processos.

Os investigadores estimam que a fraude pode chegar a R$ 19 bilhões. Até o momento, foram comprovados R$ 6 bilhões de desvio (dado de reportagem publicada em 28 de março de 2015).

Mais detalhes:

RBS é uma das grandes investigadas

O grupo de comunicação RBS é suspeito de pagar R$ 15 milhões para obter redução de débito fiscal de cerca de R$ 150 milhões. No total, as investigações se concentram sobre débitos da RBS que somam R$ 672 milhões, segundo investigadores.

Documentos publicados no Blog do jornalista Juremir Machado indicam que o Grupo RBS repassou cerca de R$ 12 milhões ao ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva. O advogado é dono da empresa SGR Consultoria, acusada de ser uma das principais operadoras do esquema de sonegação fiscal envolvendo grandes empresas brasileiras.

Em uma conversa telefônica gravada com autorização judicial, dois integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afirmam que José Ricardo recebeu “R$ 13 milhões” da RBS. Na conversa, Paulo Roberto Cortez, então membro do Carf, revela a Edison Pereira Rodrigues, presidente do Conselho entre 1999 e 2005, que a RBS pagou os valores a José Ricardo, e que ele teria prometido “uma migalha” de R$ 150 mil caso o processo da RBS fosse arquivado.

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O esquema da RBS no Carf – (Ilustração: Folha de SP)

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