9/5 – Assembleia Campanha Salarial: votação de propostas

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A direção do Sinpronorte está convocando uma assembleia geral extraordinária para consultar a categoria sobre a negociação salarial. Na terceira rodada de negociação as escolas ofereceram contrapropostas e agora é necessário saber como a categoria as avalia. A pauta do dia será pela aprovação das propostas ou definição das próximas ações da campanha salarial.

A assembleia será no dia 9 de maio, às 10 horas, na sede do Sinpronorte (Av. Santos Dumont, 208, Bom Retiro).

É de fundamental importância a participação de todos. Contamos com a sua presença para fortalecer esta luta.

 

Confira as contrapropostas feitas pelas escolas na negociação com os sindicatos. Em negrito a reivindicação.

 

 

 

– Reajuste salarial com ganho real (Inflação fechou em 7,68%):

Sinepe quer que reajuste seja de apenas 7,68%, mas com uma “válvula de escape”. A proposta consiste em permitir reajuste abaixo da inflação caso a escola comprove incapacidade financeira. Segundo a entidade, muitas escolas teriam dificuldade de aplicar reajuste com ganho real. Por outro lado, o aumento médio das mensalidades foi de 9,3%.

 

– 1/3 de Hora atividade:

O Sinepe faz uma interpretação completamente equivocada da hora/aula para justificar que as escolas já pagariam a hora atividade. Segundo eles, como a hora/aula tem 50 minutos, os outros 10 minutos já seriam pagos para realização de tarefas extraclasse.

 

– Isonomia salarial dos pisos do ensino infantil e fundamental:

Não houve nem uma contraproposta para este ponto. A resposta do Sinepe foi simplesmente não. O que se pede é a equiparação dos valores dos pisos para estas duas faixas salariais. Atualmente, professores da educação infantil e fundamental 1 (1º ao 5º ano) têm piso de R$ 6,08 enquanto do ensino fundamental 2 é de R$ 8,75 (6º ao 9º ano).

 

– Piso salarial dos administrativos:

A reivindicação dos sindicatos é de pisos diferenciados: R$ 1.300,00 para escritórios; R$ 1.150,00 para demais funções. O Sinepe propôs igualar o piso ao valor do salário mínimo estadual, reajustado em janeiro em R$ 1.042,00 (reajuste de 8,88%). Atualmente, o piso para administrativos está em R$ 960,00. O Sinepe segue a seguinte conta: R$ 960,00 mais 8,88% é igual a R$ 1.045,25. O valor é próximo, mas eles ignoram que o salário mínimo estadual foi negociado com a referência de 1º de janeiro, ou seja, está defasado em dois meses. Os índices INPC de janeiro e fevereiro fecharam, respectivamente, 1,48% e 1,16%. O valor correto deveria ser R$ 1.073,02.

 

– Reajuste do piso do Ensino Superior:

Este foi o único ponto que avançou. O Sinepe propôs reajuste em 10%. O piso vigente é de R$ 19,60. Com os 10% ficaria em R$ 21,56. O avanço neste item só ocorre por interesse das escolas filiadas ao Sinepe. Um piso salarial valorizado dificulta o surgimento de novas escolas de ensino superior que praticam mensalidade muito abaixo do mercado.

 

Outros itens reivindicados pelos sindicatos não entraram nem em pauta na última reunião. Falta avançar a negociação em itens como vale alimentação, ampliação das bolsas de estudo, adicional de aprimoramento acadêmico, ampliação da licença maternidade.

  1. daniel

    Para resumir… tudo sobe, o custo de vida, alimentação, mensalidade, remédios etc… E o nosso salário como educador vai ficando a cada ano menor. Senão nos unirmos e nos manifestarmos não conseguiremos reivindicações que estejam a altura do nosso trabalho! Não podemos desanimar! Vamos nos unir profes. e divulgar o 09/05!

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