Dieese e sindicatos debatem papel da Petrobrás na crise política

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O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realizou na última sexta-feira (27 de março) a palestra “Conjuntura econômica nacional: Petrobrás no olho do furação”. O expositor do tema foi o economista José Álvaro Cardoso. O encontrou buscou apresentar uma análise de contexto político e econômico atual para uma compreensão do papel da Petrobrás neste meio. Além dos dados técnicos, foi aberto o debate entre os participantes – maioria composta por representantes de sindicatos e centrais sindicais.

 

Os dados apresentados por José Álvaro evidenciam um processo de polarização política muito forte. Segundo o economista, o momento atual supera o vivido no período pré-golpe de 1964. Estes elementos políticos geram a necessidade de um debate sobre a Petrobrás que fuja do senso comum. Foi acordo entre os participantes que a abordagem feita pela mídia tradicional não traz base mínima para um debate qualificado sobre o tema.

 

O economista alerta para os interesses por trás do debate envolvendo a estatal. Segundo ele, existe uma forte tendência que sugere a privatização da Petrobrás como solução da crise atual. Em contraponto, a análise dos participantes e palestrante é de que o fortalecimento da empresa deveria se dar pela compra de ações pelo governo. José Álvaro comenta inclusive a possibilidade de plena estatização.

 

A criação da Petrobrás foi marcada por forte decisão política. Segundo o economista, na época da criação da estatal, não haviam dados técnicos que garantisse a viabilidade de uma empresa petrolífera. A dimensão política continua exercendo forte papel nos rumos da empresa e se destaca principalmente em momentos como o atual.

 

Entre as informações apresentadas pelo Dieese, esteve a representatividade da Petrobrás na economia brasileira. Segundo o economista, a estatal foi responsável por 10% de todos os investimentos na área produtiva em 2014. Outro destaque é a influência da empresa nos indicadores de emprego. A Petrobrás gera milhares de empregos indiretos, como em empresas terceirizadas e construtoras. A paralisação de obras envolvidas na operação Lava-Jato impactou diretamente nos índices de desemprego no início de 2015.

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