Negociação salarial começa sem perspectiva de avanços

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Intransigência já se tornou prática comum por parte das escolas

 

O início das negociações entre os representantes dos trabalhadores e donos de escolas particulares foi marcado pelas lamentações dos patrões. No dia 24 de fevereiro, aconteceu a primeira rodada que já sinalizou o clima desta campanha salarial. O primeiro encontro priorizou o debate sobre a proposta de reajuste dos pisos salariais e isonomia salarial dos professores de ensino infantil e fundamental. A próxima rodada será dia 12 de março.

A argumentação dos donos das escolas (representados pelo SINEPE) é de que a atual conjuntura impossibilita melhorias para os trabalhadores. A pauta dos trabalhadores reivindica reajuste salarial de 10% (reposição da inflação, somado a ganho real), mas a primeira resposta do SINEPE é de que isso não vai acontecer, ameaçando inclusive que não estaria garantida a reposição da inflação.

 

Argumentação é contraditória
Enquanto na negociação o cenário apresentado pelos donos das escolas seria crítico, no site do SINEPE as escolas comemoram aumento no número de alunos matriculados no ensino particular. Em notícia veiculada pelo próprio SINEPE, fica claro que o cenário tem sido extremamente positivo. Enquanto as matrículas no ensino médio caíram 2,2% na rede pública, a rede privada ganhou 10,3% no mesmo período.

A argumentação dos donos das escolas é um ataque direto aos trabalhadores. O ensino foi transformado em mercadoria. Neste “mercado” da educação existe uma lógica de que trabalhador é custo e aluno é receita. Ou seja, devem diminuir custos e ampliar lucros.

“A culpa é do mercado”
Quando questionados sobre os baixos valores pagos, o SINEPE justifica que é o mercado que define isso. O comentário é lamentável em dois sentidos: a lógica de educação é mercadoria já foi consolidada entre os donos de escolas; o “mercado” caminha em outra direção. Atualmente, o piso salarial da rede particular está muito atrás do valor pago na rede pública. Até mesmo o estado de Santa Catarina paga pisos muito superiores ao da rede particular.


 

Trabalhador, fique atento à campanha salarial. Esteja em sintonia com o sindicato e acompanhe o andamento das negociações. A informação é uma grande arma na classe trabalhadora.

Quem cobra bem, pode pagar melhor!


 

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