Porque somos fortes, somos CUT!

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Porque somos fortes, somos CUT!

 

Vagner Freitas, presidente Nacional da Central, fala sobre a trajetória e os desafios da CUT, que completou 30 anos, no dia 28 de agosto, transformando a sociedade brasileira

 

Escrito por: Vagner Freitas, presidente nacional da CUT

 

Há 30 anos nascia a CUT, central pensada e fundada por milhares de trabalhadores e de trabalhadoras do campo e da cidade dispostos a arriscar até suas liberdades individuais para defender os direitos de toda a classe trabalhadora.

A  Central Única dos Trabalhadores  foi fundada em 28 de agosto de 1983, em plena ditadura militar, época em que eram enormes os riscos de militantes, trabalhadores ou dirigentes ser demitidos e incluídos na lista que os impedia de conseguir empregos; ser presos, torturados e até mortos  apenas porque estavam reivindicando direitos, denunciando as condições de trabalho desumanas ou fazendo mobilizações contra a carestia que corroia o poder de compra dos brasileiros.

Antes mesmo da fundação, nossas ações nos locais de trabalho já haviam demonstrado que nasceríamos com práticas diferentes das do movimento sindical coorporativo e subserviente ao regime militar. Portanto, éramos alvos da polícia política, dos empresários conservadores, da elite, enfim, de todos que compactuavam com o regime de exceção e lucravam com a falta de direitos da classe trabalhadora.

Nossas bandeiras históricas eram e continuam sendo revolucionárias e, por isso, incomodam muita gente, mas delas não abriremos mão. Uma delas é a luta por liberdade e autonomia sindicais. Temos de mudar a estrutura sindical brasileira. A estrutural atual facilita a proliferação de sindicatos de fachada que, na prática, funcionam como entraves à defesa dos direitos dos trabalhadores. E essa fragmentação se dá na base, enfraquecendo o embate da classe trabalhadora no enfrentamento com o setor patronal.

 

30 anos transformando o Brasil

Nossas convicções, determinação e desejo de mudança nos levaram adiante. E desde então, lideramos a luta entre o capital e o trabalho e também pela transformação do Brasil em uma sociedade mais democrática e igualitária, com trabalho decente e distribuição de renda. Nos últimos 30 anos, a CUT protagonizou e/ou participou de todos os embates e conquistas políticos e econômicos que ocorreram no País, da luta pela democratização, passando pela universalização da saúde e da educação, até as ações, pressões e mobilizações por mais empregos e melhores salários.

 

Sabemos que para consolidar a democracia brasileira e ampliar as conquistas sociais dos últimos anos, precisamos também manter os/as trabalhadores/as e os/as sindicalistas organizados e qualificados para o debate, para as negociações e para o diálogo que tanto demoramos a conquistar e queremos preservar. É fundamental também que nossa relação com os movimentos sociais e da sociedade civil seja cada vez mais sólida para que tenhamos vigor para fazer as mudanças que o Brasil precisa.

Saímos de uma ditadura, conquistamos a democracia, estamos construindo uma nação com mais justiça social e, de um modo geral, melhoramos as condições de trabalho e renda. Mas isso não é suficiente. Os/as trabalhadores/as ainda sofrem com a alta rotatividade, com a precarização de condições de trabalho, falta de escolas, de hospitais, transporte público, creche e até de saneamento básico a que todos temos direito.

O Brasil precisa de um salto de qualidade. E esta é uma tarefa do movimento sindical tão importante quanto as questões mais imediatas do mundo do trabalho, como as campanhas salariais por aumento real e ampliação de benefícios.  É obrigação das forças progressistas, em especial da CUT, central de toda a sociedade, lutar para que os governos avancem cada vez mais.

Os desafios são enormes. A conjuntura brasileira é bem diferente hoje. Não se trata mais de realizar um sonho, como foi em 1983. Precisamos nos preparar cada vez mais para representar o trabalhador na plenitude de suas necessidades e continuar sendo um agente importante da construção da sociedade que a classe trabalhadora quer, de desenvolvimento sustentável com inclusão social, com um Estado indutor da economia. O mercado não pode mais ser a referência de nossas vidas e ocupar os espaços a que temos o direito.

Dialogar com a sociedade é uma forma de legitimar nossas propostas e compartilhar nossas conquistas.

 

A CUT somos nós, nossa vez e nossa voz!

Somos forte, somos CUT!

 

Fonte: Cut/Brasil

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